RICARDO BARROS, RENAN CALHEIROS E RANDOLFE RODRIGUES BATEM BOCA NA CPI – RÁDIO VOZ DA VERDADE

A discussão começou logo no início dos questionamentos do relator da comissão, Renan Calheiros; interrupção de Barros causou irritação nos senadores.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID desta quarta-feira (12/8), que ouve o deputado federal Ricardo Barros  (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara, já começou com bate-boca. Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL) discutiram com o depoente após ele interromper a sessão.

Renan, relator da comissão, iniciou os questionamentos exibindo um vídeo das declarações feitas pelo também parlamentar Luís Miranda (DEM-DF). Em depoimento à CPI, ele disse que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mencionou envolvimento de Barros no suposto esquema de corrupção na compra da vacina Covaxin durante uma conversa.

 

Em resposta, Barros disse que Bolsonaro nunca afirmou que ele estaria por trás das negociações do imunizante indiano no Ministério da Saúde. Segundo ele, Miranda teria levado uma foto dele ao encontro e, ao mostrar ao chefe do Executivo, Bolsonaro teria perguntado e não afirmado sobre o seu envolvimento com o caso. Ricardo ainda completa que essa versão foi dita pelo parlamentar em outros depoimentos e entrevistas à imprensa.

O senador então rebate Ricardo Barros e disse que se referiu ao relato dado por Miranda à CPI em junho, não aos relatos mencionado por ele. "Não estou mostrando ou prestando atenção às entrevistas que o deputado Luis Miranda deu. Estou mostrando ao país o depoimento que ele prestou a essa comissão. São situações diferentes”, afirmou.

Renan pede que o vídeo seja exibido novamente. Neste momento, Barros interrompe o relator e volta a se justificar. “O presidente não afirmou que eu estava envolvido no caso da Covaxin”, declarou.

 

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, reclama da interrupção de Ricardo Barros e pede a ordem. Em seguida, um bate-boca se inicia entre os parlamentares e os microfones são cortados.

Fonte: Estado de Minas

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